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“Não creio no Pai Natal” mas que os há, há.

Postado por sergio, em 19 Fevereiro 2018 na Atualidade

A crença no Pai Natal costuma coincidir com uma fase do desenvolvimento infantil em que o pensamento da criança é bastante centrado na fantasia.

“Não creio no Pai Natal” mas que os há, há.

O Natal aproxima-se e com ele, a ansiedade das crianças por saber que presentes o Pai Natal lhes vai trazer. Como se de uma espécie de renovação anual de uma crença em “alguém” que na realidade nunca conseguiram ver, em carne e osso, se tratasse.

Sim, porque mesmo as crianças “aparentemente” mais desatentas, nunca ficam totalmente convencidas de que uma pessoa tão cheia de trabalho nesta altura do ano pelo mundo fora, possa estar de repente sentada em pleno centro comercial, durante uma tarde inteira a tirar fotografias com os meninos.

A crença no Pai Natal costuma coincidir com uma fase do desenvolvimento infantil em que o pensamento da criança é bastante centrado na fantasia.
“Será que a minha carta chegou á Lapónia?”, “Se ele me trouxe os brinquedos que eu lhe pedi, é porque ele leu a minha carta e existe”.

Mas, se eu sei que o Pai Natal “não existe”, devo dizer ao meu filho?
Ninguém deve tirar a uma criança a capacidade de fantasiar. O papel dos pais neste contexto deve ser o de facilitar o mundo da imaginação, oferecendo-lhes todas as possibilidades de sonho e fantasia.

Na realidade, em algum momento do desenvolvimento da criança, acabará por chegar a derradeira pergunta: “Mãe/pai, afinal o Pai Natal existe ou não existe?”

Muitos são os pais que não sabem o que responder, ou que se atrapalham e confundem ainda mais a criança.
Uma boa resposta nessa altura, sem sentirmos que lhes estamos a mentir seria dizer que: “ele existe para quem acredita nele”.

Outro caminho, já para crianças mais crescidas, é devolver-lhe a pergunta, ajudando-a a estruturar o seu pensamento: “O que achas filho? Como imaginas que seja?”.

No entanto, a verdade é que o Pai Natal existe mesmo!!

Ele é simplesmente todos os pais e mesmo avós, que fazem acontecer a magia do natal todos os anos para as suas crianças. Mesmo que atravessando situações complicadas tanto a nivel financeiro, como emocional, em que muitas das vezes é com o maior dos sacrifícios que fazem chegar aos seus filhos e netos os brinquedos sonhados, a alegria que os próprios pensavam já não sentir…porque nos recordamos que afinal já todos fomos crianças.

E engane-se quem pense que os brinquedos são só caprichos das crianças.

No universo infantil, as brincadeiras e os brinquedos são ferramentas por excelência que atuam ludicamente no processo do desenvolvimento de várias habilidades como o raciocínio, a atenção, a memória e a capacidade de se relacionarem umas com as outras.

Mas acima de tudo, o Natal é essencialmente amor, e o amor deve existir todos os dias na vida de uma criança, seja por palavras, seja por atos.
Por isso não se canse nunca de dizer aos seus filhos que os ama, para que não lhes restem dúvidas algumas! Dê-lhes beijos e abraços inesperados!

Muitas das datas comemorativas ao longo do ano, apenas envolvem puras estratégias de marketing que apelam ao nosso consumo, tais como o Dia dos Namorados, o Dia das Mães, o dos Pais, o dos Avós…não deveríamos acarinhar, respeitar e prestar atenção a quem amamos, diariamente?

Porque não ensinamos as crianças a celebrar acontecimentos da natureza da qual todos fazemos parte, como por exemplo a chegada e partida das Estações do Ano? Este tipo de transformações à nossa volta ensinam-nos que somos apenas uma parte que pertence a um todo enorme, que vai muito para além das nossas cidades, casas, escolas, empregos.

Ajudam as crianças a se situarem na sua existência, a compreenderem que tudo tem um princípio, meio e fim, que tudo se transforma, que a vida e a natureza são reais e preciosos ciclos, também cheios de magia e que nos presenteiam gratuitamente TODOS os dias!!

Um Natal cheio de magia a todas as crianças e queridos Pais Natais deste mundo e mais além…

Dra. Natacha Âmbar Oliveira – Psicóloga em Lisboa
Clínica de psicologia ITAD
Psicólogo, Terapeuta da Fala e Terapeuta Ocupacional
Psicóloga na Clínica do Itad em Lisboa
Clínica de Psicologia ITAD
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