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Atraso do Desenvolvimento da Linguagem

Postado por sergio, em 23 Março 2015 na Blog

O que é o Atraso do Desenvolvimento da Linguagem?

Estamos na presença de um ADL quando o desenvolvimento da linguagem se processa segundo os parâmetros normais, mas numa faixa etária desadequada, ou seja, a criança manifesta a permanência de padrões linguísticos correspondentes a idades cronológicas anteriores bem como dificuldade em adquirir capacidades linguísticas adequadas para a idade.

Como se manifesta?
• Alterações em diversas áreas linguísticas (fonologia, semântica, morfologia, sintaxe, pragmática);
• Comprometimento da aprendizagem da linguagem escrita, nas suas vertentes de leitura compreensiva e de expressão escrita;
• Dificuldades do uso pragmático da linguagem nas diversas situações contextuais possíveis;
• Dificuldades espácio-temporais.

O Atraso do Desenvolvimento da Linguagem é um indicador precoce das futuras capacidades académicas das crianças, sendo considerado um factor de risco, nomeadamente de problemas na escrita, leitura, matemática e mesmo perturbações de comportamento.

Quais as causas?
As causas podem ser diversas. Existem fatores orgânicos (cromossomáticos, traumáticos, metabólicos e infecciosos) e fatores sócio-ambientais (falta de estimulação linguística, superproteção, bilinguismo).

Qual o tratamento?
Primeiramente a terapeuta da fala fará uma avaliação, a qual consiste na anamnese (dados biográficos, gravidez, parto, história clínica, antecedentes familiares, desenvolvimento psicomotor, escolaridade) e na aplicação de testes de avaliação formais e informais.

O plano de intervenção é definido pela terapeuta de acordo com as necessidades e especificidades de cada criança. A frequência das sessões e duração da intervenção dependem de vários fatores, nomeadamente da gravidade do Atraso do Desenvolvimento da Linguagem, da existência de outros diagnósticos clínicos (comorbilidades), da motivação da criança e dos pais para a intervenção e da continuidade da mesma para além do contexto terapêutico. A meta terapêutica será promover uma melhoria da função comunicativa, adequando os vários subsistemas da linguagem, de forma funcional e compatível com a idade cronológica da criança.

Como posso ajudar o meu filho?
 Encoraje qualquer tentativa de comunicação;
 Reduza o débito do discurso, isto é, fale mais devagar;
 Fale de frente para a criança e estabeleça contacto visual;
 Dê tempo para a criança responder, sem a pressionar;
 Não infantilize a fala, utilize palavras e frases simples;
 Reduza a quantidade de informação a ser transmitida;
 Utilize expansões, isto é, enunciados que completam os da criança quando esta omite determinadas palavras (“pai carro”, “sim, o pai vem de carro”) e reformulações, ou seja, enunciados que corrigem os da criança mas não obrigue a criança a repeti-los;
 Nomeie objetos, ações, acontecimentos de modo a alargar o vocabulário da criança;
 Confirme verbalmente e de forma positiva cada vez que a criança se expressa com construções gramaticalmente corretas (feedback positivo);
 Aproveite situações como o banho ou troca de roupa para nomear as partes do corpo ou nomes das peças de vestuário;
 Utilize situações de passeio, a pé ou de carro, para falar sobre o ambiente que os rodeia;
 Cante com seu(sua) filho(a), relembre músicas infantis e, conforme ele(a) as for aprendendo, alterne trechos em que cada um de vocês canta uma parte.
 Leia para a criança com frequência, desde muito cedo, aumentando o tempo de leitura de forma gradual, respeitando o seu limite de atenção e utilizando livros e outros materiais de leitura apropriados para sua faixa etária. Se estabelecerem esse hábito estarão a desenvolver não só a linguagem verbal oral, mas também a estimular o interesse pela linguagem verbal escrita.
 Dialogue frequentemente com o terapeuta da fala da criança e retire todas e quaisquer dúvidas acerca da patologia e das linhas orientadoras de intervenção.

Como posso ajudar o meu aluno?
 Simplifique a linguagem, quer quando está a explicar oralmente, quer nas fichas de avaliação;
 Se necessário, recorra ao suporte visual, no sentido de facilitar a compreensão do aluno;
 Se necessário, leia o enunciado ao aluno, especialmente quando sabe que este tem dificuldades em descodificar material verbal escrito, certificando-se, deste modo, que ele compreendeu o que lhe era pedido;
 Adapte o material que utiliza às dificuldades linguísticas do aluno;
 Dê tempo de resposta ao aluno; as crianças com dificuldades ao nível da compreensão necessitam de tempo para processar a informação e programar a resposta;
 Confirme verbalmente e de forma positiva cada vez que a criança se expressa com construções gramaticalmente corretas (feedback positivo);
 Utilize enunciados que corrigem os da criança mas não obrigue a criança a repeti-los;
 Sempre que achar necessário, encaminhe para um terapeuta da fala ou outro profissional;
 Dialogue frequentemente com o terapeuta da fala da criança e retire todas e quaisquer dúvidas acerca da patologia e das linhas orientadoras de intervenção.

 

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