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Avaliação em terapia da fala

Após o aluno ser referenciado para acompanhamento em Terapia da Fala, compete ao terapeuta da fala a avaliação da comunicação, linguagem oral e escrita, fala, voz, fluência, alimentação e também motricidade oro-facial.

Avaliação em terapia da fala

Após o aluno ser referenciado, compete ao terapeuta da fala a avaliação da comunicação, linguagem oral e escrita, fala, voz, fluência, alimentação e também motricidade oro-facial (Associação Portuguesa de Terapeutas da Fala – APTF, 2017; CRPG – Centro de Reabilitação Profissional de Gaia, 2015b).

Definidas e elucidadas quais as áreas de avaliação da competência do terapeuta da fala, é importante referir que os aspetos a avaliar dependem das dificuldades que o sujeito apresenta. A tarefa de avaliar é um processo complexo, que exige não só avaliar, como descrever e interpretar as capacidades do indivíduo, através das diversas informações obtidas durante esse processo.

Deste modo, os padrões de avaliação exigem várias etapas, descritas pela American Speech-Language-Hearing Association (2004b). Primeiramente, de modo geral, deve ser aplicada uma anamnese ou história clínica, que deve incluir os antecedentes clínicos, educacionais, socioeconómicos, culturais e linguísticos da criança, através dos professores e pais/cuidadores, de seguida uma breve revisão sobre o estado auditivo, visual, motor e cognitivo, prosseguido da aplicação de testes formais e informais relacionados com fala, linguagem oral e escrita, comunicação e deglutição. É necessário também observar potenciais estratégias e compensações para uma intervenção bem-sucedida, e monitorizar o estado da criança.

Em contexto escolar, considerando-se a faixa etária dos alunos, nomeadamente idade pré-escolar e escolar, uma boa avaliação é aquela que proporciona uma descrição pormenorizada das características do padrão linguístico do aluno, com indicação dos seus pontos fortes e fracos (Valmaseda, 2004).

Habitualmente, os testes formais são criados para avaliar as áreas previamente referidas, e são catalogados pela idade de aplicação, ou seja, idade pré-escolar e idade escolar. Deste modo, os testes formais mais frequentemente utilizados ao nível da avaliação da linguagem, para a faixa etária pré-escolar são o (1) Teste de Identificação de Competências Linguísticas – TICL (2004), de Fernanda Viana; (2) Teste de Avaliação da Linguagem na Criança – TALC (2011), de Eillen Sua-Kay e Maria Dulce Tavares; (3) e Teste de Linguagem – Avaliação de Linguagem Pré-Escolar (2014), de Ana Mendes, Elisabete Afonso, Marisa Lousada e Fátima Andrade. Por sua vez, para avaliar linguagem em idade escolar, recorre-se com frequência à Grelha de Observação da Linguagem, nível escolar – GOL-E (2014), de Eileen Sua Kay e Maria Emília Santos.

No que diz respeito à articulação verbal utiliza-se frequentemente o Teste de Articulação Verbal (2014), de Isabel Guimarães, Carina Birrento, Catarina Figueiredo, Cristiana Flores, e o Teste Fonético – Fonológico – Avaliação da Linguagem em Pré-Escolar (2012), de Ana Mendes, Elisabete Afonso, Marisa Lousada e Fátima Andrade.

Excerto da dissertação de mestrado, intitulada de “O Terapeuta da Fala em Contexto Escolar”, de Telma Filipa Torres Lopes, mestre em Educação Especial – Domínio Cognitivo e Motor, pela Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve.

Obrigado pelo vosso interesse e espero ver-vos em breve na nossa clínica em Lisboa.

Dra. Telma Lopes – Terapeuta da Fala em Lisboa
Clínica de psicologia ITAD
Psicólogo, Terapeuta da Fala e Terapeuta Ocupacional
Psicóloga na Clínica do Itad em Lisboa
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