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Castigos

Os castigos têm a função de demonstrar que os comportamentos têm consequências e que quando escolhemos realizar determinado tipo de comportamento teremos de as ter em conta. Assim, é importante compreender que o objetivo não é a criança sentir-se culpada, mas sim que compreenda e aprenda que determinados atos levam a determinados resultados.

Castigos

É certo que para educar é necessário estabelecer limites e fazer com que estes sejam cumpridos. Contudo esta não é uma tarefa fácil. Assim, surgem os castigos, para quando as regras anteriormente estabelecidas não são cumpridas.

O que muitas das vezes nos esquecemos é que as regras não foram explicadas, logo, o castigo, sem mais, não terá o efeito pretendido, levando os pais a acreditar que tem de aumentar de intensidade na próxima vez.

Acontece assim uma escalada sucessiva quer no castigo, quer no comportamento da criança, que muitas das vezes não percebe porque está a ser castigada, ou percebendo, repete o comportamento não desejado para receber a atenção dos pais.

O ciclo anterior leva assim a níveis de irritabilidade e até mesmo desespero por parte dos pais que não sabem, ou não percebem, o que fizeram de mal.

É então importante compreender que nem todos os castigos são adequados, mas que quando se decide que determinado comportamento merece um castigo não se deverá desistir do mesmo, devendo previamente ter-se adequado o castigo à regra desobedecida.

Para que um castigo leve ao comportamento desejado, os pais devem:

Estabelecer regras claras: Os comportamentos desejados devem ser explicados em regras curtas e claras para que a criança as consiga compreender. Dizer “Não mexas aí!” é muito menos claro que “Não podes mexer na minha secretária!”;
Saber manter as regras definidas: Uma vez estabelecidas as regras, estas não devem deixar de existir por nenhum motivo. Proibir os seus filhos de brincar com a bola na sala e deixá-los fazê-lo quando vem um amigo visitá-los, irá gerar confusão e dúvidas nas crianças;
Ter coerência: Caso um dos pais defina uma regra deverá contar ao outro para que não se desautorizem entre eles e para que não sejam geradas situações de conflito;
Determinar castigos: Nem todos os castigos se aplicam a todos os comportamentos indesejados, tal como nem todos os castigos são adequados a todas as crianças. Os castigos devem ter uma intensidade e duração em conformidade com a regra infringida e com a criança em causa;
Ter a noção de tempo: Os castigos devem ser aplicado no momento imediatamente após a ocorrência do comportamento indesejado, de forma a que a criança perceba qual a regra infringida;
Definir locais: Um dos maiores problemas com os castigos está relacionado com o local onde os mesmos são cumpridos. No caso de ser necessário aplicar um castigo onde a criança tenha de ser isolada (se não se conseguir deixar de lhe dar atenção pela intensidade do comportamento em causa) o local definido deve ser isento e sem estímulos atraentes. Um dos locais proibidos para este tipo de castigo é, por exemplo, o quarto dos brinquedos.

Para que um castigo leve ao comportamento desejado, os professores devem:

Estabelecer regras claras e saber mantê-las: Tal como em casa, também na sala de aula e na escola é importante definir quais são as regras e mantê-las ao longo do tempo;
Determinar castigos: Os castigos não têm de ser agressivos ou violentos para a criança, mas sim momentos de aprendizagem. Podem inclusivamente ser definidos castigos entre os professores e os alunos, ficando assim claro para todos qual a consequência de desobedecer cada regra;
Manter a igualdade: Após o estabelecimento de um castigo o mesmo deve ser aplicado sempre e igual para todos, independentemente de ser rapaz ou rapariga, baixo ou alto, etc., como tal o seu estabelecimento prévio já deverá ter em conta a diversidade existente na sala de aula.

Embora se possam seguir algumas dicas relativamente ao estabelecimento e cumprimento dos castigos a aplicar, existem situações em que o comportamento já foi previamente aprendido e dificilmente será extinto, existindo também crianças que precisam de acompanhamento técnico e especializado para a resolução de problemas de comportamento.

Nestas situações, embora se possam seguir os passos acima descritos, será importante recorrer a profissionais que possam acompanhar a criança para que os resultados esperados sejam alcançados.

A sublinhar:

Os comportamentos indesejados não vão ser evitados no caso de a criança não ter compreendido que não o pode fazer e porquê.

No momento do castigo não deve ser dada atenção à criança, oferecidos estímulos atraentes, nem retirado o castigo antes do final estabelecido.

Os castigos têm a função de demonstrar que os comportamentos têm consequências e que quando escolhemos realizar determinado tipo de comportamento teremos de as ter em conta. Assim, é importante compreender que o objetivo não é a criança sentir-se culpada, mas sim que compreenda e aprenda que determinados atos levam a determinados resultados.

Obrigado pelo vosso interesse e espero ver-vos em breve na nossa clínica em Lisboa.

Dr. Sérgio Filipe Pereira – Psicólogo em Lisboa
Clínica de psicologia ITAD
Psicólogo, Terapeuta da Fala e Terapeuta Ocupacional
Psicóloga na Clínica do Itad em Lisboa
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