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Perturbação do Desenvolvimento Intelectual

A Perturbação do Desenvolvimento Intelectual inicia-se no desenvolvimento da criança, do nascimento até aos 18 anos. As causas podem ser variadas e incluem erros congénitos, como malformações no cérebro ou alterações cromossómicas, infeções, intoxicações, traumatismos, alterações endocrinológicas, doenças degenerativas e vasculares e alterações metabólicas.

Perturbação do Desenvolvimento Intelectual

O que é a Perturbação do Desenvolvimento Intelectual?

A Perturbação do Desenvolvimento Intelectual – PDI – é uma perturbação do neurodesenvolvimento que afeta o Sistema Nervoso Central.

É caracterizada por uma eficiência intelectual significativamente inferior à norma considerada para a idade do indivíduo, associada a limitações no seu funcionamento em atividades do quotidiano, como sejam a comunicação, autocuidados, socialização e aprendizagem escolar.

A PDI inicia-se no desenvolvimento da criança, do nascimento até aos 18 anos. As causas podem ser variadas e incluem erros congénitos, como malformações no cérebro ou alterações cromossómicas, infeções, intoxicações, traumatismos, alterações endocrinológicas, doenças degenerativas e vasculares e alterações metabólicas. No entanto, encontrar uma causa do défice cognitivo é difícil, sobretudo nos casos mais ligeiros.

Os indivíduos com PDI, dependendo do nível de gravidade, podem aprender novas competências e habilidades, contudo a um ritmo mais lento que as crianças da sua idade. Em adultos, indivíduos com PDI ligeira tendem a ficar desempregados e dependentes de outros, devido às suas dificuldades académicas, nomeadamente na leitura, escrita e cálculo. No geral, apresentam dificuldades na tomada de decisões, bem como na socialização; podem manifestar isolamento e ingenuidade no julgamento social, que pode levar a comportamentos inconsequentes.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito pelo médico, sendo o papel do psicólogo essencial no processo de avaliação. Neste processo, o papel da família, juntamente com o profissional, é imprescindível. São recolhidos dados junto da família, paralelamente à aplicação de testes de inteligência. Estes testes devem ser realizados em circunstâncias favoráveis, tendo em conta o estado físico, mental e emocional da criança ou o ambiente.

Existem várias escalas que medem a inteligência, sendo a mais conhecida a WISC (Weschler Intelligence Scale for Children), aplicada a partir dos 6 anos e que utiliza provas verbais e não-verbais para encontrar o quociente de inteligência.

Em crianças mais novas é utilizada a Escala de Desenvolvimento Mental de Griffiths que fornece informações acerca do desenvolvimento das crianças nas áreas motoras, linguagem, socialização, realização e raciocínio prático. São ainda recolhidas informações relativamente ao funcionamento adaptativo através, por exemplo, do questionário de Vineland.

Segundo o DSM V, o diagnóstico de PDI deve respeitar os seguintes critérios:

A. Défices em funções intelectuais – A deficiência no funcionamento intelectual é caracterizada por défices na generalidade das capacidades cognitivas/funções intelectuais, tais como: raciocínio, resolução de problemas, planeamento, pensamento abstrato, julgamento, aprendizagens académicas e aprendizagens realizadas com base na experiência. A deficiência no funcionamento Intelectual requer um défice cognitivo de, aproximadamente, 2 ou mais desvios-padrão no quociente de inteligência (QI), situando-se abaixo da média da população para uma pessoa da mesma idade e grupo cultural. Normalmente, este desvio corresponde a um QI de aproximadamente 70 ou menos.
B. Défices no funcionamento/ comportamento adaptativo – Os défices na generalidade das capacidades cognitivas prejudicam o funcionamento do sujeito quando comparado com uma pessoa da mesma idade e grupo cultural, limitando e restringindo a sua participação e desempenho em um ou mais aspetos de atividades da vida diária, tais como: a comunicação, participação social, funcionamento escolar ou laboral, e na independência pessoal em casa ou em ambientes comunitários. Estas limitações têm, como consequência, a necessidade de um maior ou menor apoio na escola, no trabalho ou na vida diária. Assim, para além de uma deficiência intelectual, também é requerido um défice significativo no funcionamento/ comportamento adaptativo.
C. Início durante o período do desenvolvimento.

Deverá ainda ser determinado o nível de gravidade da patologia, tendo em conta o funcionamento da criança nos domínios conceptual, social e prático.

Como podem os pais e professores ajudar?

As PDI ligeiras são a maioria, as que se encontram com mais frequência nas escolas e que muitas vezes não estão diagnosticadas por se diluírem noutras problemáticas. É ainda importante salientar que o perfil de funcionalidade da criança ou jovem com PDI exige estratégias diferenciadas conforme as áreas que apresenta mais fortes e as de melhoria.

Na escola, estes alunos beneficiam muitas vezes de medidas educativas que privilegiam a promoção de competências que lhes permitam ser o mais funcional possível.

Além disso, os professores poderão aplicar algumas das estratégias seguintes:

• Criar oportunidades de aprendizagem que vão ao encontro dos interesses do aluno e facilitar o sucesso na aprendizagem;
• Privilegiar a aprendizagem através de informações visuais;
• Clarificar orientações, especificando os passos necessários para terminar as tarefas propostas (através de pistas visuais, calendários de atividades);
• Valorizar os sucessos do aluno;
• Privilegiar a aprendizagem através da prática.

Em casa, apesar do impacto que poderá ter o diagnóstico inicial, é importante que a família tenha consciência da importância do seu papel.

Para a família recomenda-se que:

• Procure manter-se informada acerca da perturbação, quais os apoios disponíveis e direitos que lhes assiste;
• Mantenha o contacto regular com a escola;
• Promova a autonomia da criança através de, por exemplo, pequenos recados, tarefas domésticas, entre outros;
• Incentive a socialização com pares e comunidade.

Obrigado pelo vosso interesse e espero ver-vos em breve na nossa clínica em Lisboa.

Dr. Sérgio Filipe Pereira – Psicólogo em Lisboa
Clínica de psicologia ITAD
Psicólogo, Terapeuta da Fala e Terapeuta Ocupacional
Psicóloga na Clínica do Itad em Lisboa
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