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Perturbação Obsessivo-Compulsiva

Muitas pessoas experimentam alguma vez na vida um pensamento de tipo obsessivo ou comportamento compulsivo, mas, no caso da Perturbação Obsessivo-Compulsiva estes são intensos, persistentes, desagradáveis e interferem com as atividades diárias da pessoa.

Perturbação Obsessivo-Compulsiva

A perturbação Obsessiva-Compulsiva é uma das perturbações de ansiedade que provoca desgaste físico, emocional e intelectual. É atualmente reconhecida como a quarta perturbação psicológica mais expressiva na sua prevalência, ao contrário do que acontecia nos anos 60 onde se acreditava que esta perturbação era rara.

O que caracteriza a POC são as obsessões e as compulsões.
Obsessões:
• Pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes que, em algum momento durante a perturbação, são experimentados como intrusivos e inadequados e causam acentuada ansiedade ou sofrimento.
• Pensamentos, impulsos ou imagens não são meras preocupações excessivas sobre problemas da vida real.
• A pessoa tenta ignorar ou suprimir tais pensamentos, impulsos ou imagens, ou neutralizá-los com algum outro pensamento ou ação.
• A pessoa reconhece que os pensamentos, impulsos ou imagens obsessivas são produto de sua própria mente (não impostos a partir de fora, como na inserção de pensamentos).

Compulsões:
• Comportamentos repetitivos (por ex., lavar as mãos, organizar, verificar) ou atos mentais (por ex., orar, contar ou repetir palavras em silêncio) que a pessoa se sente compelida a executar em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras que devem ser rigidamente aplicadas.
Os comportamentos ou atos mentais visam prevenir ou reduzir o sofrimento ou evitar algum evento ou situação temida; entretanto, esses comportamentos ou atos mentais não têm uma conexão realista com o que visam a neutralizar ou evitar ou são claramente excessivos.

As obsessões ou compulsões causam acentuado sofrimento, consomem tempo (tomam mais de 1 hora por dia) ou interferem significativamente na rotina, área laboral/ académica, atividades ou relacionamentos sociais habituais do indivíduo.
Os sintomas de TOC geralmente começam gradualmente e oscilam em intensidade e gravidade durante toda a vida do indivíduo – dependendo, também, da eficácia do tratamento. Os picos geralmente acontecem quando a pessoa está a viver um período de stress intenso.
Alguns pacientes são capazes de compreender que as suas obsessões e compulsões não fazem sentido, mas nem sempre é o caso. As crianças têm dificuldade em reconhecer o que está errado, isto é, em algum ponto durante o curso da perturbação, o indivíduo reconhece que as obsessões ou compulsões são excessivas ou irracionais mas as crianças normalmente não têm crítica relativamente à doença e podem não sentir os pensamentos ou atos como irracionais.
É muito importante compreender que são pensamentos e atos involuntários, que a pessoa não deseja ter, e que causam grande angústia. Por este motivo, é frequente a associação desta perturbação com a depressão.
A idade de aparecimento é, em geral, na adolescência e no início da idade adulta, mas pode também ocorrer na infância.
O aparecimento tardio de sintomas obsessivo-compulsivos deve ser confrontado com forte suspeita de doença neurológica.
O tratamento é fundamental e o primeiro passo é a compreensão da doença e dos mecanismos cognitivos e comportamentais intrínsecos.
O apoio em Psicologia pode ser muito útil, quer no alívio dos sintomas comportamentais, quer na intervenção ao nível dos fatores psicológicos internos que podem estar envolvidos no desenvolvimento da doença.
Quando predominam e se identificam os fatores psicológicos e a intervenção é precoce, o tratamento tem maior sucesso.

Dr Sérgio Pereira
Psicólogo na Clínica do Itad em Lisboa
Clínica de Psicologia e Terapia da Fala
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