Clínica de Psicología em Lisboa

ITAD » Risco de suicídio em crianças e jovens

Risco de suicídio em crianças e jovens

Risco de suicídio em crianças e jovens – se vários acontecimentos perturbadores ocorrerem num curto espaço de tempo e se existir a perceção de fraco suporte social, o jovem poderá sentir que o suicídio constitui a única solução possível para as suas dificuldades ou problemas.

Risco de suicídio em crianças e jovens

Em que consiste o risco de suicídio em crianças e jovens?

As tentativas de suicídio consistem em atos realizados por crianças e jovens com o objetivo de se autodestruírem.
A adolescência constitui um período de maior vulnerabilidade, devido a emoções intensas, sentimentos de incerteza e ambivalência, dúvidas sobre a sua identidade, pressões para ter sucesso, competitividade e individualismo, e incerteza em relação ao futuro.

Em jovens mais frágeis, se vários acontecimentos perturbadores ocorrerem num curto espaço de tempo e se existir a perceção de fraco suporte social, o jovem poderá sentir que o suicídio constitui a única solução possível para as suas dificuldades ou problemas.

Por este motivo, as tentativas de suicídio são mais frequentes na adolescência, embora também possam ocorrer na infância. Verificam-se sobretudo no sexo feminino, ainda que os suicídios consumados sejam mais frequentes no sexo masculino.

Quais os fatores de risco de suicídio em crianças e jovens?

Existem vários fatores que colocam a criança ou o adolescente em situação de maior risco de suicídio, nomeadamente:

• A existência de uma depressão ou de outra perturbação psiquiátrica (nomeadamente uma perturbação psicótica ou uma perturbação de ansiedade).
• A existência de abuso de álcool e drogas.
• Comportamento disruptivo, incluindo problemas disciplinares em contexto escolar ou em casa.
• Se a criança ou jovem vivenciou recentemente uma perda (ex. morte, divórcio, afastamento de um amigo).
• Se vive num meio familiar conflituoso ou violento, com situações de violência doméstica, abuso infantil ou negligência.
• Se um dos pais tiver uma doença psiquiátrica ou houver antecedentes familiares de suicídio.
• Se a criança ou jovem se encontra numa situação de isolamento social ou emocional (ex. se é vítima de bullying).
• Se sente incerteza quanto à sua identidade e orientação sexual.
• Se a criança ou jovem tiver uma doença crónica.
• Se já tiver realizado tentativas de suicídio anteriores.

Quais os sinais de alerta para o risco de suicídio em crianças e jovens?

Existem alguns sinais de alerta frequentemente presentes em crianças ou jovens em risco de suicídio e que incluem:

• Alterações significativas da personalidade (tristeza, irritabilidade, ansiedade, cansaço ou apatia).
• Perda de interesse em atividades que anteriormente apreciava, desinteresse geral e aborrecimento.
• Mudanças bruscas no relacionamento interpessoal, com persistentes comportamentos de isolamento.
• Desinteresse ou falta de cuidado consigo próprio (ex. negligência não habitual com a roupa e com a higiene).
• Sentimentos de solidão, desespero, desesperança, autodesvalorização e a convicção de desiludir a família e os amigos.
• Diminuição do rendimento escolar.
• Alterações do comportamento, tais como dificuldades de concentração na escola, atos violentos, fugas, comportamento rebelde, e abuso de álcool e drogas.
• Alterações no padrão do sono (ex. insónia persistente, hipersónia ou pesadelos frequentes).
• Modificações nos hábitos alimentares, por exemplo perda de apetite e/ou alteração brusca de peso.
• Presença dos temas de morte e suicídio em material escrito ou de expressão artística.
• Verbalização de queixas depressivas ou ameaças de atentar contra a própria vida (“não aguento mais”, “tenho vontade de morrer” ou “tenho vontade de adormecer e nunca mais acordar”).

Como ajudar o seu filho?

• Não ignore o problema.
• Fale de forma calma e tente não ser demasiado crítico.
• Partilhe com a criança ou jovem as suas preocupações com o seu bem-estar e abordem-nas calmamente.
• Converse com ele sobre possíveis pensamentos de suicídio ou de autoagressão.
• Tente saber se existe um plano suicida.
• Discutam soluções alternativas ao suicídio.
• Reforce o valor pessoal da criança ou jovem.
• Fique com a criança ou adolescente caso considere que existe um risco imediato de suicídio.
• Guarde os medicamentos fechados e em locais pouco acessíveis.
• Não prometa guardar segredo de uma ameaça de suicídio ou de comportamentos autoagressivos.
• Transmita-lhe uma atitude de esperança e ofereça-lhe o seu apoio.
• Partilhe as suas preocupações com outros adultos significativos para a criança ou jovem.
• Procure ajuda. Fale com o Psicólogo da escola do seu filho, que poderá avaliar a situação e aconselhá-lo.

Quando e como procurar ajuda?

É fundamental que as tentativas de suicídio sejam sempre levadas a sério e não sejam consideradas apenas como uma “chamada de atenção”.

Se identifica no seu filho alguns dos sinais de alerta referidos ou se sente que “algo não está bem” e que a situação continua a preocupá-lo apesar das suas tentativas para ajudar o seu filho, procure a ajuda imediata de um profissional da área da saúde mental (Psicólogo ou Pedopsiquiatra) o mais rapidamente possível, para tentar compreender as causas do problema e iniciar um plano de intervenção.

Obrigado pelo vosso interesse e espero ver-vos em breve na nossa clínica em Lisboa.

Dr. Sérgio Filipe Pereira – Psicólogo em Lisboa
Clínica de psicologia ITAD
Psicólogo, Terapeuta da Fala e Terapeuta Ocupacional
Psicóloga na Clínica do Itad em Lisboa
Clínica de Psicologia ITAD
Rua Professor Fernando da Fonseca N8A. 1600-618 Lisboa – Portugal
211 371 412 – 961 429 911