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Transtorno do Jogo

Ao contrário da dependência das substâncias licitas e ou ilícitas o individuo dependente do jogo não apresenta sintomas de degradação físicos ou morais, o que torna difícil o diagnóstico precoce do Transtorno do Jogo.

Transtorno do Jogo

 

 

Embora a actividade do Jogo seja associada ao lazer e convívio existem alguns indivíduos, pela sua predisposição neurobiologica-psico-social e ambiente apresentam um tipo de vulnerabilidade, por exemplo, alterações drásticas do humor, compulsão e perda do controlo. Aparentam racionalizar e equacionar a actividade do jogo com a sua própria felicidade e dos seus familiares.

Ao contrário da dependência das substâncias licitas e ou ilícitas o individuo dependente do jogo não apresenta sintomas de degradação físicos ou morais, o que torna difícil o diagnóstico precoce do Transtorno do Jogo.

Através do recurso a imagens obtidas por ressonância magnética, estudos recentes, sugerem que os mecanismos cerebrais associados ao jogo (Adicção) interferem e afectam o funcionamento normal do cérebro. Identificou-se em determinadas zonas do cérebro, que o prazer/euforia associada ao “Ganhar ao Jogo”, activa exactamente a mesma zona do cérebro de quando existe consumo de uma dose de heroína ou cocaína. Ligações cerebrais (neurotransmissores) e libertação de substâncias endógenas (como a dopamina e a serotonina), associadas ao prazer/euforia ou na ausência dele (ex. o aborrecimento pode influenciar o individuo a iniciar ou a reiniciar a actividade do jogo).

O QUE É?

O Transtorno do Jogo caracteriza-se por sintomas característicos de um transtorno relacionado a outra substância (ou substância desconhecida), que causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo predominam, mas não satisfazem todos os critérios para qualquer transtorno relacionado a outra substância (ex. álcool, drogas).

CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS 312.31 (F63.0) (DSM-V):

Comportamento de jogo problemático persistente e recorrente levando a sofrimento ou comprometimento clinicamente significativo, conforme indicado pela apresentação de quatro (ou mais) dos seguintes em um período de 12 meses:
1. Necessidade de apostar quantias de dinheiro cada vez maiores a fim de atingir a excitação desejada.
2. Inquietude ou irritabilidade quando tenta reduzir ou interromper o hábito de jogar.
3. Fez esforços repetidos e mal sucedidos nó sentido de controlar, reduzir ou interromper o hábito de jogar.
4. Preocupação frequente com o jogo (p. ex., apresenta pensamentos persistentes sobre experiências de jogo passadas, avalia possibilidades ou planeja a próxima quantia a ser apostada, pensa em modos de obter dinheiro para jogar).
5. Frequentemente joga quando se sente angustiado (p. ex., sentimentos de impotência, culpa, ansiedade, depressão).
6. Após perder dinheiro no jogo, frequentemente volta outro dia para ficar quite (“recuperar o prejuízo”).
7. Mente para esconder a extensão de seu envolvimento com o jogo.
8. Prejudicou ou perdeu um relacionamento significativo, o emprego ou uma oportunidade educacional ou profissional em razão do jogo.
9. Depende de outras pessoas para obter dinheiro a fim de saldar situações financeiras desesperadoras causadas pelo jogo.

Indivíduos com transtorno do jogo leve podem exibir apenas 4 ou 5 critérios, sendo que os critérios preenchidos com maior frequência normalmente estão relacionados à preocupação com o jogo e a “recuperar” as perdas. Indivíduos com transtorno do jogo moderadamente grave exibem mais critérios (i.e., 6 ou 7); os com a forma mais grave irão exibir todos ou a maioria dos nove critérios (i.e., 8 ou 9).

DESENVOLVIMENTO E CARACTERÍSTICAS ASSOCIADAS QUE APOIAM O DIAGNÓSTICO:

O início do transtorno do jogo pode ocorrer durante a adolescência ou no início da idade adulta, mas, em outros indivíduos, manifesta-se na meia-idade ou até mesmo na idade adulta avançada. De modo geral, o transtorno do jogo desenvolve-se ao longo de anos, mas a progressão parece ser mais rápida em pessoas do sexo feminino do que nas do sexo masculino.

Distorções do pensamento (p. ex., negação, superstições, sentimentos de poder e controle sobre o resultado de eventos regulados pelo acaso, excesso de confiança), podem estar presentes em indivíduos com transtorno do jogo.

Algumas pessoas com esse transtorno são impulsivas, competitivas, cheias de energia, inquietas e entediam-se facilmente; podem mostrar-se demasiadamente preocupadas com a aprovação dos outros e ser generosas a ponto da extravagância quando ganham. Outros indivíduos com o transtorno são deprimidos e solitários e podem jogar quando se sentem impotentes, culpados ou deprimidos. Outros apresentam alterações do humor, irritabilidade, inquietação, perda de memória e de concentração, afastamento e alienação da família, amigos e hobbies, alienação da escola, diminuição nas aprendizagens, desespero e distúrbio alimentar.

TRATAMENTO:

As técnicas de tratamento para a dependência do jogo são semelhantes às utilizadas no tratamento de todos os outros tipos de dependências. O jogo patológico é bastante difícil de tratar (por causa de envolver a vontade, o querer), mas nem por isso se devem poupar esforços e energias no que toca ao seu controlo e tratamento.

É possível viver com a doença “controlada” e ter uma vida normal, desde que o paciente tome consciência plena das consequências de ceder ao forte ímpeto que o leva à acção do jogo, reconheça a sua incapacidade de controlar o impulso de jogar e se disponha a manter-se totalmente abstinente deste vício.

O tratamento para a dependência do jogo visa levar o dependente a parar os pensamentos obsessivos que lhe desencadeiam o comportamento compulsivo.

PROCURA DE AJUDA ESPECIALIZADA:

A dependência de jogo tem constatado um aumento significativo nas camadas mais jovens.
É necessário recorrer a ajuda especializada, sob pena de se assistir a uma decadência que, a dada altura, aliena o dependente da sua realidade.

O apoio psicológico é uma das valências mais importantes do tratamento para a dependência do jogo, sendo que no decorrer dos processos terapêuticos o paciente vai interiorizando que terá de manter a abstinência total se pretender manter-se em sanidade e no caminho de uma vida plena e feliz.

Obrigado pelo vosso interesse e espero ver-vos em breve na nossa clínica em Lisboa.

Dra. Cláudia Sofia Simões – Psicóloga em Lisboa
Clínica de psicologia ITAD
Psicólogo, Terapeuta da Fala e Terapeuta Ocupacional
Psicóloga na Clínica do Itad em Lisboa
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